Curador ou Comissário… Quem é?

Artes Visuais

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Paulo Cunha e Silva: “O curador/comissário (a preponderância anglo-saxónica também no sistema das  artes     não é    desprezável, daí que o curator tenha desalojado o comissaire) é alguém que cria um discurso com o discurso dos outros. Isto não quer dizer que o segundo (o metadiscurso do curador) seja mais importante que o primeiro (o discurso do artista). Ou seja, o curador faz um alinhamento particular do mundo revelado pelo artista e assim contribui para novas leituras, que o espectador configura”.

 

Pedro Faro: “Essa tem sido a pergunta que tem perseguido o projecto “Cadernos de Curadoria” (em que tenho colaborado), ao longo de 2012, ao entrevistar diferentes curadores/comissários, de diferentes gerações. Cuidar, mediar, articular, editar, questionar, acompanhar, ver e dar a ver…? Não tenho resposta. Talvez não haja resposta…”

 

Manuel Graça Dias: “O que arde, cura/O que arte cura”

 

Catarina Pires: “curare parece que é um composto orgânico que serve como analgésico… não acho que a arte cure nada, mas não nos deixa tão sós na procura dessas repostas que talvez não existam … enfim, talvez seja uma tentativa de partilha de inquietações…”

 

Alda Galsterer: “Curador vem de tomar conta de. Creio que é o gosto pela arte, o seu conhecimento que nos torna pessoas que     querem estar perto, o mais próximo possível da arte que admiram e dos artistas que a produzem. Conhecer um artista, significa também conhecer o seu trabalho, o processo criativo, perceber onde trabalha e como – tudo isso, por exemplo são passos muito importantes para o meu trabalho que desenvolvo junto com o Colectivo de Curadores no ProjectoMap (www.projectomap.net). 2º: O artista comunica através da sua arte; o curador por sua vez comunica as suas preocupações através das exposições que concebe, organiza e monta, e apresenta ao público. Para mim, esta forma de comunicação é muito importante”.