Uma Imagem Vale Mil Palavras, Mil Caracteres Uma Imagem

rubrica

Mais um regresso, na noite séria que segue ao poder tão pouco acreditar. Centrada pelo foco mundano Guilhermina insiste no peso de novas intuições. O filho faz-lhe falta pelo alerta de contradições no pensar porque sentir é um tormento e a tristeza abunda silêncios em rugas. Companhia do pensar insiste em dizer-lhe: “Vai passar”. Batimento de consolo de estações, onde promessas erguem cada amanhecer. Mas é na noite que o rosto seca irrigado pelo cumprimento do exigido, nunca compreendido e onde a justiça já sem lágrimas dói…desistir é para si, um verbo desconhecido que reverte no resistir. Assim como a hera que sobe e tapa a cerca, Guilhermina tem em si a armadura sem limite, ao que é, ao seu saber e ao seu infinito poder. Mas como ar, ergue-se nas raízes de repetições que só o filho, o louco lhe abre as asas a cada “Deixa que te diga e verás do que és capaz!” E mesmo aqui, o clamado erro, é a luz do segredo que encerra em si pelo medo, marcando passos no caminho que junta a terra ao céu. Resta a evidência de noite furtiva, dada à verdade no dia que a raiz se iluminou. Persiste porque este dia já acabou!

<Texto de Maria José Patrício para Fotografia de Paulo Pimenta>