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A luz chegou, entrou, e foi bater na avó que caminhava apressada para atravessar a igreja, passando pelo altar em direção à sacristia… vai falar com o padre. Como pode ser? Como deixaram que acontecesse? Estava transtornada com tal acontecimento. Ao passar pelo altar esqueceu-se de cumprimentar o S. Tiago que estava pintado na parede… era um fresco do século XV restaurado recentemente e adorava ajoelhar-se em frente dele para fazer as suas orações. Mas hoje não havia tempo para rezas. Desconfiou que algo estaria para acontecer. De manhã, enquanto vestia a roupa domingueira e colocava o lenço de ir à Igreja, achou que lhe esperava uma má notícia. Era o seu joelho esquerdo que quando doía de uma certa maneira, a avisava de maus presságios. E mais uma vez não se enganou. Chegou à igreja e estava tudo deserto com exceção do sacristão que descia da torre sineira, mas sem tocar o sino.Que se passa, Manel? – indagou a avó.

– Oh D. Madalena! O que faz por cá? Então não lhe disseram? O Zé da ovelha andou de porta em porta a informar o povo. Hoje não há missa. O Sr. Padre deixou de rezar missas por causa do tal do vírus.
– A avó Madalena vai disparada para a sacristia para questionar o Padre. -Agora que precisamos de rezas, é que o padre desiste de orar?

<Texto de Susana Freitas para Imagem de Paulo Pimenta>