Onde É que Estavam no 25 de Abril de 2013?

Outros

Screen Shot 2013-07-17 at 12.26.18

EDUARDA MAIO (JORNALISTA)

“No dia 25 de Abril, há uma canção, que se ouve sempre, cá em casa. Os meus filhos cresceram com ela, ano após ano. Só quando a escola chegou e os primeiros passos na História, começaram a enquadrar de forma perfeita, aquela canção que os acompanhava, uma vez por ano, todos os anos. Dizem-me sempre que é uma canção muito grande. E eu respondo-lhes que é tão grande quanto o tempo que as pessoas viveram sem liberdade”.

 

JOANA MANUEL (ACTRIZ / CANTORA)

“Na rua, de cravo na mão”

 

ANA PÉREZ-QUIROGA (ARTISTA PLÁSTICA)

“Na manif. celebrando com amigos;) viva!”

 

FILIPA LEAL (POETA / JORNALISTA) 

“Respondo-te com uns versos do Jorge de Sousa Braga: ‘Eu não estive em Auschwitz nem em Babi Yar nem em My Lai. Estive sempre aqui na cama.’”

 

ANA BRANDÃO (ACTRIZ / CANTORA)

“De manhã vou estar no Teatro O Bando, a fazer os OLHOS DE GIGANTE do Almada Negreiros e à tarde vou estar na rua porque sou livre”

 

PEDRO FARO  (CRÍTICO E HISTORIADOR DE ARTE)

“Sex on the beach!”

 

LUÍSA PINTO  (ENCENADORA)

“A trabalhar na nova criação, no Teatro Constantino Nery (Matosinhos) claro, com um cravo ao peito com toda a certeza!”

 

PEDRO TEIXEIRA NEVES (JORNALISTA)

“24 de Abril de 2007. Hospital de São Francisco Xavier. Noite avançada. Algures, numa sala de parto, a mãe do Francisco faz força para que ele se liberte do seu ventre. Algures, numa sala de espera, eu fazia (a mais fraca) força para que, já que estávamos tão perto da meia-noite, o Francisco nascesse no dia 25 de Abril. O Francisco nasceu cerca de meia-hora depois da meia-noite, no dia mais importante do calendário português. A mãe sorriu, eu sorri. Este 25 de Abril vou, uma vez mais, dedicar-me por inteiro (como a liberdade sabe bem) ao Francisco e aos seus 6 anos. E vou tentar sentir-me orgulhoso de ainda viver e criar e amar num país que, por vezes, parece esquecer-se de que nada se faz sem liberdade. Mais do que um cravo, a liberdade é uma flor — precisa de luz e ar puro. E eu e o Francisco, por certo, vamos correr e sorrir por aí a gritá-la”.

 

CÂNDIDA COLAÇO MONTEIRO (ASSESSORA DE COMUNICAÇÃO DA CASA DA MÚSICA)

“Vou estar ao serviço da Revolução. Da Música & Revolução”. 

Screen Shot 2013-07-17 at 12.29.40

 

 

INÊS FORJAZ (JORNALISTA) 

“De manhã, a trabalhar na rádio. À tarde, a desfilar na Avenida da Liberdade”.

 

CATARINA MARTINS (DEPUTADA)

“Nas comemorações, claro. De manhã no parlamento, à tarde na manifestação na Avenida da Liberdade. E à noite no Fórum Lisboa no comício do Bloco com o Alexis Tsipras, líder da esquerda grega.”

 

JOÃO AREZES (JORNALISTA)

“A laranja está podre, a rosa está murcha, mas… o cravo está vivo! A comemorar por aí, certamente”

 

JOÃO MARTINS (SONOPLASTA / MÚSICO)

” É provável que passe parte do dia no hospital, onde nasceu a minha segunda filha, “anteontem” de madrugada. Levarei cravos. E terei a minha filha mais velha às cavalitas, a espreitar uma multidão e a cantar palavras de ordem”.

 

PATRÍCIA VIEIRA CAMPOS (ASSESSORA DE IMPRENSA DO TEATRO DO CAMPO ALEGRE)

 

“À noite a trabalhar porque o trabalho não espera e tenho novos talentos da música clássica para mostrar. Durante o dia pela baixa da cidade, como de costume. com cravos, como de costume. mas devo acrescentar: a liberdade que esta data nos trouxe deve ser vivida todos os dias, com convição e esperança. a liberdade de abril foi uma conquista mas não deve ser tida como certa. deve ser uma conquista sempre. E de cada vez que um ” porquinho” nos rouba partes da vida ou simplesmente cospe para o chão na rua ( e há milhões de ladrões e de cospidores ) lá teremos que voltar à liberdade e lembrar a alguns a sua importância e a forma como a vivemos. No 25 de abril estarei também ocupada com alguns assuntos da produtora de cinema com que trabalho e que se chama FILMES LIBERDADE!!!”

 

 LUÍS SILVA (ILUSTRADOR)

“Eu gostaria de estar naquela que seria a única manifestação oportuna na actual conjuntura: Em frente a Belém, com mais um milhão de pessoas decididas a não arredar pé enquanto o Cavaco não dissolvesse. O chumbo do T.C. em associação à data simbólica do 25 de Abril justificá-la-iam na perfeição. Uma vez que o murro na mesa por parte dos portugueses ainda não é para agora, sinceramente, não sei onde vou estar. Limito-me a prometer não alinhar em nenhuma promoção de 50% que o Pingo Doce se lembre de fazer neste dia.”

 

RAQUEL FREIRE (CINEASTA)

“Na Rua!”

 

PAULO CUNHA E SILVA (PROFESSOR NA UNIVERSIDADE DO PORTO)

“Na Tate Modern, a celebrar a arte contemporânea como último reduto de liberdade”

 

PEDRO ESTORNINHO (ENCENADOR /ACTOR) 

“Estarei certamente na rua desta cidade que tornei minha, o Porto! Querendo que também este país seja meu/teu/nosso.”

 

MANUEL JORGE MARMELO (ESCRITOR /JORNALISTA) 

“Onde? Onde? Na Baixa (do Porto)… na Baixa, provavelmente”

 

CARLOS CLARA GOMES (DIRECTOR ARTÍSTICO DA COMPANHIA DeMente / MÚSICO) 

“Estarei seguramente na rua a resgatar Abril dos escombros…”

 

CARLOS MORAIS (REPÓRTER DE IMAGEM /EDITOR )

“Estarei muito provavelmente a trabalhar para uma televisão concorrente Não é essa que estás a pensar, é a outra. Abraço e viva a liberdade”

 

ANA BISCAIA (ILUSTRADORA)

“No dia 25 de abril quero estar rodeada de amigos e caminhar pela rua a lembrar-me das forças armadas há trinta e nove anos. Havia um plano para pintar um mural, mas o partido não tratou das coisas e por isso a entrada da cidade vai ficar ainda assim…no dia 25 de abril chega o Pedro e eu vou ficar contente de o ver! no dia 25 de abril vou estar em Coimbra e vou tentar montar nas paredes da cidade versos da Sophia!”

 

ANA DEUS (CANTORA /PERFORMER) 

“Vou estar em Vigo a cantarolar, levo um cravo e muitas vontades.”

 

LUÍSA MOREIRA (PRODUTORA CULTURAL)

” Vou estar em Vila do Conde com amigos a cantar a Grândola.”

 

GABRIELA SILVA (INVESTIGADORA / CONSULTORA)

” Vou estar finalmente em Maputo e a aproximar-me do Porto”