«Ícaro» e os Homens-Pássaro

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Maior parte de nós, sabe muitíssimo bem como nasceu: fomos trazidos por cegonhas para os nossos berços. No entanto, existem alguns, poucos, que afirmam que nascemos de dentro de outros seres humanos e fomos criados nas barrigas das mães. Ah ah ah. Claro que dá vontade de rir. Sim, temos pais… mas eles às vezes têm muitas coisas para fazer. O resumo da história que vos reconto (Ícaro), tendo em conta que já foi contada para a Kalandraka por Federico Delicado, é uma história simples, semelhante a tantas outras mas, chocante, ao mostrar quantos de nós, tantos, estamos ainda distanciados da verdade!
Um menino chamado Ícaro foi entregue à acção social, terapeutas, técnicos, médicos… enfim. E foi lá que lhe perguntaram se sabia onde estavam os pais. É claro que ele sabia: Migraram “para o Pólo Norte”.

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Ninguém acreditava que os pais de Ícaro se tinham transformado em pássaros e precisaram de arribar, pois claro. Cada um à sua vez. A vez de Ícaro está a chegar e as asas começam a nascer. Mas já não tem quem acredite nele. Os pais voltam para o buscar ao seguir as rotas migratórias. Importa perceber que quando um casal de pássaros migra, outro casal – mesmo de espécie diferente – terá de ficar a tomar conta do menino(a) que se transformará em pássaro. Mas como já disse a partir do que contou em palavras e ilustrações o Federico… cada um na sua vez.

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Nascemos e depois voamos, pode ser agora ou pode ser daqui a 100 anos.
Se me dão licença vou ali dar um beijo à minha rolinha…

<Texto>Nuno F. Santos a fugir do frio