«Com o Tempo» Há Planetas que Ajudam a Entender a Vida

Livros

 

“Com o Tempo” é uma das expressões mais ouvidas. Onde? Nos documentários sobre a Natureza e o Reino Animal. Na escola. Na dor, seja do amor ou de outra coisa, e na alegria que não dura sempre. «Com o Tempo» é também nome de livro. É uma das novidades do Planeta Tangerina que a dupla Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso usa para descrever a vida. Aparentemente, uma frase banal e até um romance enorme ou os compêndios de Sociologia ajudariam a descrever com mais pormenor. Mas não dá nunca para descrever tudo. As coisas e as pessoas à nossa volta, as pequenas e as grandes, as de todos os feitios – personalidade e formas – não cabem nos livros que leremos.

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Neste, o texto de Isabel Minhós Martins é um poema sobre o passar do tempo. Um breve poema que serve de resumo ao que cada um de nós viveu, vive ou vai viver. Antes de cada frase, acompanhada da devida ilustração que se transforma também numa forma própria com seu feitio, a expressão Com o Tempo tem sempre efeito. Por exemplo: “O tapete perde cor / o pão fica duro (e as bolachas ficam moles)”…  e eu sei,  é óbvio de perceber mas é importante que saibamos que “com o tempo o tapete perde cor e com tempo o pão fica duro”.  Pois, agora já sei! Se o pão estiver duro tem algum tempo. Hum… Com o Tempo aprendemos. E desaprendemos, como dizem os mais velhos, que têm mais tempo de vida.

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“Mais cedo ou mais tarde, a água doce encontra a salgada” e os livros amarelados… se eram feios podem ser bonitos e os bonitos… feios. Mais cedo ou mais tarde percebemos, Com o Tempo, por que fechamos os olhos e por que os ponteiros do relógio têm de voltar ao mesmo sítio?

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Com o Tempo percebemos quais os livros eternos, para nós. Será que este vai amarelar também? A resposta, só a vais encontrar Com o Tempo.

<Texto>Nuno F. Santos