Andar Sempre com Regras Bizarras num Livro

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Oh Não! Cheguei agora mesmo… atrasado uma hora e meia. Desculpa, sei que combinei este sábado às 22hoo… aqui. Não sei onde estás. Entro n’«As Regras do Verão» e ainda faltam muitos dias para o Verão acabar. Não pisei o caracol nem comi a última azeitona da festa, não deixei a porta das traseiras aberta nem esqueci a palavra-chave. Não me digas que é por não me ter lembrado de andar sempre com uma torquês que vamos perder o caminho de casa?! Onde estás? OOOnnnDEEEE? Está bem. OK. Já percebi. Eu fico aqui entre as páginas e os pássaros, com as minhas regras e os meus segredos, com o meu mundo. No segredo jurámos que tínhamos de aproveitar todos os dias do Verão, até ao último. Até já…

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O parágrafo anterior é a minha imaginação de leitor à medida que fui abrindo – muito mais que folhear… também pelo tamanho – o livro de Shaun Tan. Ele, o autor, que explica que é precisamente a procura da imaginação de cada um, nesse mundo dos sonhos de adultos diferentes que o livro desafia em cada regra. O livro «As Regras do Verão» não tem uma narrativa linear, nem precisa, e é tão mais inquietante consoante as nossas reacções às regras. Quando elas não são cumpridas, às vezes de propósito, qualquer coisa de muito importante se desencadeia.

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Última regra: Não ter medo de dizer que este livro é fundamental para adultos. E para quem quiser quebrar limites de idade, já que que os sonhos e as regras, afinal, não têm tempo.

Assinado>Nuno

nota: a TKNT quebra, pela primeira vez, a regra de entregar o livro de que faz recensão a escolas, associações ou espaços diversos. Não aguento ficar sem estas regras. Egoísta pela primeira vez. O que estará a acontecer aí fora assim sendo. Alguém sabe?