O Olho sem Furacão

Literatura

O olho na tempestade


Está a chover nos subúrbios

A mão na tempestade

Esqueci-me do guarda chuva
Lojas, um beco sem saída.
A chuva não para.
Ergo a mão e fecho os olhos
As nuvens desaparecem e os subúrbios iluminam-se
A seguir à tempestade vem a dança,
A dança faz-me voar no beco sem saída

<Texto de Cecília Santos / Imagem D.R.>