Feliz o Inverno que Tiver um “Renato”

Literatura

 

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Reni, ou Renato, tem um ar feliz e não sabemos que animal é. Ou sabemos? Que importa, se sabemos já o nome dele. Renato parece que tem árvores na cabeça… ou serão galhos? Talvez chifres? É isso! E Renato, ou é muito distraído ou tem um azar tremendo. Por isso é, aparentemente, diferente dos outros. Embarra nas coisas e cai do trenó. Pelas expressões, basta pelas expressões que o autor Manolo Hidalgo desenha, vemos que a figura central da história fica por momentos triste. Hum…

Quando damos por nós por entre um livro onde as páginas são autênticos cartões de lembrança e felicidade, com suas paisagens de Invernos bonitos – porque a magia também acontece nos Invernos e eles também são bonitos – a confrontar-nos com a imagem de um serrote e da ameaça de um corte por parte do protagonista Reni sabemos que, aconteça o que acontecer na página seguinte, que faz vento de Inverno ao abrir, haverá um sorriso. Mesmo que preocupado com o problema que pensa ter, a felicidade de Renato está sempre ali. E se a felicidade voa em algumas florestas e histórias, desta vez ela tem um sítio onde pousar.

Nota: Encontrará sobre este livro, e em várias sinopses, que Renato pretende cortar os chifres. Talvez até seja correcto. Mas, se olhar com atenção verá que os chifres são sempre parte do bosque. E, no fim, no fim a imagem de Renato é surpreendente. Não sabemos ainda que animal é o que habita mais uma floresta encantada da Kalandraka mas, que importa, se lhe sabemos o nome.

P.S. O Pai Natal, para quem acredita nele, veste de vermelho, preto e branco – como as cores deste livro – e anda de trenó. Será… esqueçam! É apenas mais uma viagem para todas as idades a mostrar-nos a nossa própria imaginação. Não a cortem, por mais diferente que seja.

<Texto>Nuno F. Santos