Quer Acordar e Trabalhar com Ilustradores Portugueses?

Artes Visuais

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E se de repente… assim começam as histórias depois da publicidade e marketing televisivo…. E se de repente pudesse ter na parede de sua casa, no escritório, no computador ou em outro qualquer objecto uma Ilustração Original de alguns dos mais conceituados artistas portugueses? Artistas: Designers todos, no caso por acaso, são na verdade Ilustradores que, exclusivamente para a Ana e a Olinda desenham a pensar na wewallshop.com. Um conceito e, simultaneamente, uma loja online que vende trabalhos em série limitada “para lá das florzinhas e patinhos das lojas Ikea”, passe a publicidade, por exemplo. Inédita, talvez elementar até a missão: Divulgar a Ilustração Portuguesa, com artistas maioritariamente do Porto, no momento, que aceitaram trabalhar para a wewall que, por sua vez – assim como uma belíssima pescadinha de rabo na boca com bom intuito – lhe permite a Si ter obras diferentes numa altura em que a Ilustração portuguesa, mais do que na moda, marca o panorama artístico internacional. Basta analisar prémios e premiados em Bolonha, nas feiras do livro, nas capas de objectos ou nos álbuns ilustrados. Entretanto, o e se de repente é substituído pelo mítico mas nunca banal… era uma vez:

Olinda (Designer de Comunicação desde 1998 desenvolvendo vários projetos nas áreas do Design de Comunicação, Ilustração, Design Multimédia e Web Design (Internet/Intranet). Colabora desde essa data com diversas empresas e instituições. É Assistente Convidada do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro – Portugal, onde leciona as disciplinas de Tipografia, Design Editorial e Reprografia. Acredita na identidade cultural portuguesa como ponto de partida para a valorização e crescimento socioeconómico e cultural do País) : Num trabalho a meio tempo resta muito para trabalhar como freelancer. Trabalhávamos em conjunto e íamos falando de projectos pessoais, Então, por que não lançar um negócio próprio com kits autocolantes?

Ana (Trabalha com as mais variadas vertentes do design de comunicação tendo-se especializado em branding, web design e ilustração. Formada pela FBAUP em 2000, desenvolveu desde essa data trabalhos para diversas empresas e instituições, sendo também formadora nestas temáticas. Aprecia o que é português e acredita que o talento dos seus criativos colocará Portugal no mapa): Objectivo comum: querer criar um rendimento extra, compreendendo a mais-valia da lustração e, ao mesmo tempo, torná-la acessível para o comum dos mortais.

Olinda: A ideia dos kits… hum… parecia-nos estranho dar às pessoas aquilo que já havia no mercado. Ou seja, a wewall, ainda que trabalhe a área da Ilustração, permite-te personalizares um objecto ou a parede de tua casa com qualquer coisa que não esteja já à venda, mas sim com ilustradores portugueses.  Além disso, Já vão existindo algumas coisas… mas não no vinil de recorte. Só trabalhamos com vinil de recorte! Como somos designers e várias vezes os clientes nos colocam uma série de desafios, também nos habituámos a eles. Ou seja: e se tivéssemos vinil autocolante!

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Ilustração de Catarina Sobral

Para aqueles que rasgam qualquer embalagem sem querer ou para quem a “fácil abertura” é sempre sinal de que algo vai correr mal, nada de alarme, porque a película plástica que há-de ser cortada com x-acto, e de onde vai retirar as formas e as colar no sítio que pretender… essa película de transporte, chamemos-lhe, já chega pronta às nossas mãos. As mãos do consumidor. E aqui o vídeo de instruções se preciso for https://vimeo.com/63857959

A Wewall não vende só o produto, vende a história do produto. Cada Ilustração é única e por isso leva o número de série. Imaginemos, ficaria consigo a vigésima ilustração de uma edição limitada de 99 ilustrações.

 

A certa altura, Ana diz que os ilustradores aceitaram entrar no projecto “graciosamente” o que levantou na conversa alguma confusão, porque a minha ignorância poderia ser a de outro. Sim, apenas eu me tornei ignorante nos mercados dos grátis e graciosos quando se fala de adquirir qualquer coisa. É que “graciosamente” pode soar a outra coisa qualquer, porque não pensamos sequer de pensar no significado da palavra nos dias de hoje. Às tantas precisamos de pensar mesmo, porque Graciosamente não é Gratuitamente! É até bem diferente. A resposta das duas:

Ana e Olinda: De todo! Quando entrámos nesta aventura falámos e conversámos com os ilustradores que trabalham na base dos direitos de autor e recebem sempre dez por cento de venda ao público. É esta a proporção, porque não faz sentido que trabalhem só por «fama e glória», era o que faltava! Sentimos que não é a situação ideal. Porque eles merecem sempre mais e daí o “muito graciosamente” por aceitarem ser pagos de seis meses em seis meses. Para isso é preciso muito boa vontade e confiança. Quantas mais vendas… mais pagaremos.

Liberdade: Total. A criação dos Criadores para a wewall é livre, desde que se tenha em conta que tem de ser passada para vinil. Variedade: Muita. Desde algum universo mais “Dark do Júlio Dolbeth até à “bela ingenuidade” da Cátia Vidinhas.

Ana e Olinda: A democracia destas peças é essencial. O preço que nós conseguimos não é ideal, mas traz já consigo o objectivo da divulgação para lá de Portugal. Um compromisso de equilíbrio. Daí também a palavra wewall e os posts de facebook em Inglês.

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Na exportação, como em qualquer encomenda nacional, existe cuidado máximo na protecção do material. As ilustrações maiores são sempre acompanhadas com certificado e com um rolo explicando quem é o autor. Poderia ter ilustradores estrangeiros? Sim, mas não na wewall e só por uma questão de conceito. A wewall agradece a honra mas já recusou ilustradores estrangeiros e, aos cinco ilustradores que tem, vai juntar brevemente dois. E claro, se estes foram escolhidos a dedo pela Ana e Olinda, as propostas surgem também dos artistas.

Mas será apenas um mundo de sombras (ainda que variadas e castiças muitas)… preto e branco?

Olinda e Ana: Não é só a preto e branco como inicialmente se poderá pensar, depende da perspectiva. “A Hora da Merenda”, uma das preferidas da empreendedora Olinda – aceitam ser chamadas assim e eu escrevê-las assim como se empreendedor não fosse usado até agora –  é a preto e azul. Possível tudo! Sugerimos aos autores não usarem mais do que quatro cores porque isso pode encarecer demasiado o produto e consequente o próprio conceito mas nada é impossível.

Nota muito importante: os produtos podem ser convertíveis no que toca ao tamanho original… basta combinarem com a Olinda e Ana ou com a Ana e Olinda.

 

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“A Hora da Merenda” de Cátia Vidinhas… já depois de “uma vida própria”

Nuno (eu)  da TKNT: Pode a wewall chegar aos espaços públicos e empresas maiores e não ser apenas o gosto pessoal de uma casa ou escritório? Desculpem a pergunta institucional. E falam em cliente. Cliente na Psicologia, na mercearia… na Arte?

Olinda: Imagina que eu sou um director ou proprietário de uma empresa e quero um kit inédito para oferecer aos meus colaboradores. Em vez de outros mimos do Natal nas empresas que ainda dão coisas aos colaboradores e funcionários… por que não uma ilustração da wewall? Eu gostaria enquanto funcionária. Quanto à palavra cliente… acho que hoje as pessoas têm muito pudor. O Marketing gosta de chamar consumidor, audiências mas…

Ana: Se são clientes de outras coisas também podem ser clientes de produtos de arte e destes, nomeadamente….

TKNT: Assim como se não tivéssemos tempo, que os leitores de hoje querem tudo rápido (não estes claro) por que escolheram os cinco ilustradores que escolheram?

Ana e Olinda: O Diogo… porque conhecíamos os moleskines e os desenhos que ele faz. Senta-se num café a desenhar e ao fim do dia tem um conjunto de desenhos magníficos das personagens.

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“A Jogar as Cartas” de Diogo Oliveira

A Marta Afonso tem desenhos genuínos e percebia como é que o vinil funcionava. Ela tinha ilustrações do Bolhão que adaptou muitíssimo bem para a wewall.

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“O Sorriso do Basset Hound” de Marta Afonso

Somos fãs do imaginário do Júlio Dolbeth. Um pouco o imaginário obscuro. Ele… falando um dia do seu trabalho dizia das muitas referências do Twin Peaks e, de facto, os ramos são aquilo! 

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“Ramos” de Júlio Dolbeth

 

A Cátia Vidinhas tem um trabalho muito delicado e vemo-lo num portátil de qualquer pessoa que não o de uma criança… é quase uma fotografia da realidade em esboço.

TKNT: Agora a questão da decoração vs arte em casa. Ou seja… sinceramente, e podem não responder à pergunta, vocês importam-se que uma decoração da wewall possa parar em cima de uma parede verde com flores e um poster do Tony Carreira ou por cima de uma lareira? Estou obviamente a puxar clichés impensáveis… e preconceituosos até… provavelmente… mas…

 

Olinda: Tu tens um negócio e é como ter um filho… ele cresce, faz 18 anos e tem vida própria! Ao assumires que tens um negócio com produtos à venda estás a assumir que eles vão ter vida própria!

Preços… 35 euros o mais barato e 109 o mais caro… mas confirmem em weallshop.com

P.S. AH… “Catarina Sobral: Muito boa mesmo!”… palavra da wewall

(Ana e Olinda ou Olinda e Ana à conversa com Nuno F. Santos no Green Tea, Porto.)