«Corrente Alterna» no TeCA: Teatro a Quatro

Artes Performativas

 

rua da alegria

A TKNT continua a receber respostas da mini-entrevista que endereçou a todas as companhias envolvidas na Corrente Alterna, mostra que  leva ao Teatro Carlos Alberto 16 peças de teatro, interpretadas  por “emergentes” da Área Metropolitana do Porto. Antes de ir a palco, o Teatro a Quatro realça a necessidade de maior conexão entre artistas e a cidade a caminho de uma missão. Mesmo.

 

<TKNT>Definição do espectáculo «Rua da Alegria»…
<Teatro a Quatro>O mundo está às avessas. Tropeçamos todos os dias nele porque não nos habituamos a viver de pernas-para-o-ar. Na Rua da Alegria a lua fincou os pés no céu, ouve música e lê poesia.

<TKNT>Onde vai estar este mesmo espectáculo?
<Teatro a Quatro>Dia 18 de setembro – TECA – 21h30h – palco

<TKNT>Quem gostariam que estivesse a ver esta mostra do Corrente Alterna? Desde júris de concursos para as artes a actores imortais?
<Teatro a Quatro>A DGArtes e bons programadores.

<TKNT>E, o que é mais difícil na alternativa do teatro no Porto… a falta de quê?
<Teatro a Quatro>Fazem falta apoios e incentivos às produções teatrais; acesso a salas de espetáculos – como não usufruímos de qualquer financiamento, é sempre difícil, senão impossível, gastar dinheiro no aluguer de uma sala e de material técnico para apresentação de espetáculos; a revitalização e democratização de espaços de representação que se foram perdendo com o tempo e que podem tornar-se óptimas possibilidades; a existência de uma maior conexão entre os artistas na cidade, propiciadora da integração das jovens companhias; uma agenda teatral comum, que torne o teatro do Porto mais forte; um produtor – a nós, particularmente, pesa-nos muito o facto de não termos condições financeiras para podermos ter um produtor a trabalhar com a companhia – como somos as quatro e nos repartimos pelo trabalho criativo e de produção, alguma coisa tem fatalmente de ser negligenciada e, neste caso, tem sido a produção – falta-nos uma melhor capacidade de fazer vender e circular os nossos espetáculos e, consequentemente, alcançar novos públicos. Sentimos que produzimos muito e rentabilizamos pouco;  falta-nos ainda a possibilidade de nos dedicarmos a tempo inteiro à companhia e de não termos de nos desdobrar em projetos variados para podermos continuar a fazer teatro.

<TKNT>O que os faz não desistir?
<Teatro a Quatro>O nosso espírito de missão. Não desistimos porque ainda não chegámos lá… estamos a caminho!

 

Teatro a Quatro